sábado, 6 de abril de 2013

A hora do parto está chegando



                   Uma das horas mais difíceis que a grande maioria das mulheres passa, sem sombras de dúvidas, é a hora do parto. A dor é única e é acompanhada de medo, angustia e incertezas. Mesmo sendo a parturiente bem acompanhada por médicos e enfermeiras particulares e tendo todo um acompanhamento satisfatório através do pré-natal, o momento é bastante delicado.
                  Do começo da gravidez até a hora do parto, a ansiedade povoa a cabeças das gestantes, por que tudo passa pela cabeça delas, sobretudo se a criança vai nascer sadia ou não. Pensando em tudo isso, o Governo Federal vem criando programas na área de saúde exclusivamente para dar assistência às gestantes em todos os municípios.
                No entanto, algo ainda me chama a atenção e preocupa as gestantes de Boa Ventura e região que precisam do atendimento médico no hospital regional de Itaporanga. Argumentam os médicos de lá, que o parto normal deve ser prioridade e o Cesário só deve ser feito em caso necessário.
             Dizem que essa preocupação é nacional e que existe uma determinação do Ministério da Saúde nesse sentido. Claro que o parto normal é muito melhor para as gestantes e que a recuperação então nem se fala.
             Mas é aí que às vezes mora o perigo: quantas gestantes não foram vitimas exatamente dessa idéia? No hospital de Itaporanga mesmo? Chegam lá e a enfermeira olha, o médico examina e a cama fica sendo o lugar de observação por horas, passando a gestante por momentos de sofrimento intermináveis.
              E por causa desse tramite todo, quantas gestantes não perderam seus filhos e até mesmo quantas gestantes não foram transferidas às pressas para Patos ou outros centros de saúde em outras cidades devido à hora do parto ter passado. E quantas seqüelas não deixaram fisicamente nas crianças e nas próprias mulheres ali atendidas que precisam depois de um acompanhamento psicológico?
         Quem tem condições financeiras procura um atendimento médico particular, mas a grande maioria não tem, e acaba passando por todo esse medo. Claro que isso não é a regra, pois quantas gestantes não ganham seus filhos no hospital de Itaporanga diariamente e tudo ocorre normalmente, sendo cesárea ou não.
          O que passa pela cabeça daquelas benditas que vão dar a luz é que o cuidado com elas sejam mais criteriosos, mais sensíveis, mais humanos e mais amorosos nesse momento tão especial e tão cheio de incertezas. Fica aqui esse registro, desejando sempre uma boa sorte as mães, a toda a equipe médica e principalmente ao hospital, que façam de tudo para garantir segurança as nossas gestantes, porque elas garantem o futuro de toda uma geração.

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