Uma
das horas mais difíceis que a grande maioria das mulheres passa, sem sombras de
dúvidas, é a hora do parto. A dor é única e é acompanhada de medo, angustia e
incertezas. Mesmo sendo a parturiente bem acompanhada por médicos e enfermeiras
particulares e tendo todo um acompanhamento satisfatório através do pré-natal,
o momento é bastante delicado.
Do
começo da gravidez até a hora do parto, a ansiedade povoa a cabeças das
gestantes, por que tudo passa pela cabeça delas, sobretudo se a criança vai
nascer sadia ou não. Pensando em tudo isso, o Governo Federal vem criando
programas na área de saúde exclusivamente para dar assistência às gestantes em
todos os municípios.
No entanto, algo ainda me chama
a atenção e preocupa as gestantes de Boa Ventura e região que precisam do
atendimento médico no hospital regional de Itaporanga. Argumentam os médicos de
lá, que o parto normal deve ser prioridade e o Cesário só deve ser feito em
caso necessário.
Dizem que
essa preocupação é nacional e que existe uma determinação do Ministério da
Saúde nesse sentido. Claro que o parto normal é muito melhor para as gestantes
e que a recuperação então nem se fala.
Mas é aí que às vezes mora o perigo:
quantas gestantes não foram vitimas exatamente dessa idéia? No hospital de
Itaporanga mesmo? Chegam lá e a enfermeira olha, o médico examina e a cama fica
sendo o lugar de observação por horas, passando a gestante por momentos de
sofrimento intermináveis.
E por
causa desse tramite todo, quantas gestantes não perderam seus filhos e até
mesmo quantas gestantes não foram transferidas às pressas para Patos ou outros
centros de saúde em outras cidades devido à hora do parto ter passado. E
quantas seqüelas não deixaram fisicamente nas crianças e nas próprias mulheres
ali atendidas que precisam depois de um acompanhamento psicológico?
Quem tem
condições financeiras procura um atendimento médico particular, mas a grande
maioria não tem, e acaba passando por todo esse medo. Claro que isso não é a
regra, pois quantas gestantes não ganham seus filhos no hospital de Itaporanga diariamente
e tudo ocorre normalmente, sendo cesárea ou não.
O que passa
pela cabeça daquelas benditas que vão dar a luz é que o cuidado com elas sejam
mais criteriosos, mais sensíveis, mais humanos e mais amorosos nesse momento
tão especial e tão cheio de incertezas. Fica aqui esse registro, desejando
sempre uma boa sorte as mães, a toda a equipe médica e principalmente ao
hospital, que façam de tudo para garantir segurança as nossas gestantes, porque
elas garantem o futuro de toda uma geração.
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