Em Boa Ventura existe uma expressão popular usada por muita
gente, sobretudo pelos mais velhos, quando é cobrado por algo prometido e não
realizado. “Ou fulano, tu trouxe meu dinheiro? O outro logo responde:” Ainda não, mas ta vindo
aí, na mala de Artur”. Na política então, é um prato cheio.
Então vamos explicar melhor a origem dessa história para os
mais novos da comunidade: Na véspera da segunda guerra mundial, muitos jovens
brasileiros foram chamados a comparecer nos quartéis do exercito para defender
a pátria na Itália.
No sertão, eles também não escapavam. O então jovem Artur
Guimarães, natural de Itaporanga e nessa época morando por lá, e que é pai de
Bosco, Hélio, Léo e outros filhos que a comunidade conhece, foi convocado para
se apresentar em um quartel no Recife e de lá iria para a Itália defender a
nação brasileira, como soldado recruta.
Chegando lá, ainda no Recife, e vendo que o negócio não era
nada mole, ele não pensou duas vezes e fugiu do alojamento, deixando sua mala
de madeira com roupa e tudo no quartel. Não se sabe como retornou à cidade de
Itaporanga, só que chegou.
E quando pisou na terrinha soube que um tal de Zé Cordeiro
teria ido ao Recife comprar um caminhão, ai começou a justificar a ausência de
sua mala, quando era indagado. E o primeiro a perguntar pela mala foi seu pai: “Oxente,
Artur, cadê tua mala? Tá vindo no caminhão de Zé Cordeiro, tratava logo de responder.
O certo é que nunca esse caminhão apareceu nem tampouco a
mala de Artur.
E até hoje muita gente usa essa expressão para justificar algo
ainda estar por vir, mas que nunca chega, igual certas promessas que existem
por aí. Colaboraram nessa matéria o filho do próprio, no caso Hélio, e Zélito,
primo de Artur.
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