Revolta é motivada por decisão do gestor de duplicar carga de trabalho de merendeiras e auxiliares sem melhorar salário Depois de muitos anos de serviço público, é a primeira vez que ela é obrigada a trabalhar dois expedientes e sem qualquer reajuste salarial. Segundo a servidora, que recebe um salário mínimo, a categoria tem direito a um adicional de 40%, mas a Prefeitura ampliou o horário de trabalho, mas não fala em melhorar o salário. Conforme Rita, que tem 25 anos de trabalho na Prefeitura e atualmente presta serviço na escola Santa Mônica, todas as merendeiras e auxiliares estão revoltadas com a decisão porque altera, repentinamente, a vida e o cotidiano dos funcionários. “Tenho filhos para deixar na escola e cuidar, e tenho outras obrigações, e não posso abandonar meus filhos nem minha casa”, comentou ela, que, junto com outras colegas, pretende lutar contra o decreto municipal. Mas a revolta não é apenas com o preito: ela está insatisfeita também com o sindicato que representa a categoria. Em vez de defender os funcionários, que pagam mensalmente sua taxa sindical, a entidade está é do lado do prefeito. “No tempo do prefeito anterior, o sindicato defendia nossos direitos, mas, depois que esse prefeito assumiu, o sindicato não defende mais os funcionários”, lamentou a servidora. Ela e outros funcionários podem pedir desfiliação do sindicato.
FOLHADOVALI
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quarta-feira, 28 de maio de 2014
Itaporanga: merendeira revoltada com prefeito e com sindicato abre o verbo
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