quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dia de tristeza em Itaporanga

Nessa terça-feira, estive em duas residências tomadas pela tristeza: na primeira delas, vi e ouvi com pesar duas filhas e a esposa do trabalhador Adalberto Clementino, falecido no interior de São Paulo. Mesmo doente, era mantido no trabalho pela usina na qual cortava cana e terminou morrendo por negligência e irresponsabilidade da empresa.


Lamentável nestas horas que antecedem o 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Nada tem a comemorar o sofrido e sacrificado trabalhador nordestino, especialmente os muitos cortadores de cana desta região que neste momento lutam penosamente no interior paulista.


Na outra residência, encontrei três crianças sentindo a falta da mãe e um marido angustiado: Maria Iolanda morreu aos 31 anos vítima da precariedade da nossa saúde pública, mesmo destino de muitas mulheres por este país afora. Em momentos como estes nos faltam palavras e as dores das famílias nos tomam em cheio, mas precisamos ter força para expressar-lhes um conforto, um consolo qualquer e, ao mesmo tempo, ter coragem para denunciar essas coisas, esperando que as autoridades cumpram suas responsabilidades mesmo carregando corações de pedra.


Nessa terça-feira, estive em duas residências tomadas pela tristeza: na primeira delas, vi e ouvi com pesar duas filhas e a esposa do trabalhador Adalberto Clementino, falecido no interior de São Paulo. Mesmo doente, era mantido no trabalho pela usina na qual cortava cana e terminou morrendo por negligência e irresponsabilidade da empresa. Lamentável nestas horas que antecedem o 1º de Maio, Dia do Trabalhador.


 Nada tem a comemorar o sofrido e sacrificado trabalhador nordestino, especialmente os muitos cortadores de cana desta região que neste momento lutam penosamente no interior paulista. Na outra residência, encontrei três crianças sentindo a falta da mãe e um marido angustiado: Maria Iolanda morreu aos 31 anos vítima da precariedade da nossa saúde pública, mesmo destino de muitas mulheres por este país afora.


 Em momentos como estes nos faltam palavras e as dores das famílias nos tomam em cheio, mas precisamos ter força para expressar-lhes um conforto, um consolo qualquer e, ao mesmo tempo, ter coragem para denunciar essas coisas, esperando que as autoridades cumpram suas responsabilidades mesmo carregando corações de pedra.


JORNALISTA SOUSA NETO

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