quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Primeira sessão do ano da Câmara de Vereadores de Boa Ventura começa com polêmicas à vista

A primeira sessão do ano da Câmara Municipal de Vereadores de Boa Ventura aconteceu na noite desta quinta-feira, 20, e trouxe à tona temas polêmicos, como perseguição a servidores municipais, cobrança de um ônibus escolar mais confortável para os estudantes universitários e aprovação de requerimentos, entre eles, o que muda o nome do estádio de futebol “O Wilsão” por “O Renildão”.

Com a presença de pessoas da comunidade, os trabalhos da Câmara começaram com a apresentação de três requerimentos: dois requerimentos de autoria do vereador Antonio Jacinto (Micôca), que pedia melhoria de um trecho da rua José Soares e o outro a criação de um posto do PSF na comunidade rural de Várzea da Cruz.

O terceiro requerimento foi apresentado pelo vereador Thalles Oliveira, que troca o nome do estádio de futebol “O Wilsão”, pelo “O Renildão”, em homenagem ao jogador de futebol Renildo Emiliano Filho, já falecido. O estádio hoje leva o nome do ex-governador e atual deputado, Wilson leite Braga. Ele foi quem conseguiu recursos para a construção da obra, quando Boa Ventura era administrado pelo então prefeito Fábio Arruda. Os requerimentos foram aprovados por unanimidade.

De acordo com o vereador Júnior Guimarães, a mudança do nome do jogador pelo a do ex-governador tem respaldo em uma lei especifica que proíbe homenagens em obras públicas a pessoas vivas. “Wilson Braga merece muitas homenagens por tudo que fez pelo nosso sertão, mas nesse caso especifico o ex-jogador Renildo foi um grande desportista que levou o nome da terra para outros cantos e, portanto é justa a homenagem nessa mudança de nome ao campo de futebol”, argumentou o vereador.

A família do jogador disse que foi pega de surpresa e agradece aos vereadores pela lembrança do nome de Renildo, numa obra de grande valia para as pessoas que gostam de praticar o futebol em Boa Ventura.

No tema livre da sessão, o vereador Moura usou da palavra e fez um apelo a alguns secretários presentes no sentido da prefeita Leonice Lopes não usar mais do expediente de perseguição política. “A prefeita está perseguindo, sim, algumas professoras por causa da política partidária. ”Minha esposa é um exemplo dessa perseguição”, enfatizou ele, que acrescentou que “ Colocaram minha esposa para trabalhar em um sitio que fica a cerca de cinco quilômetros da cidade, sem justificativa nenhuma”.

Ele disse que as pessoas perseguidas podem procurar o Ministério Público para a tomada de medidas cabíveis e possivelmente a instauração de uma ação de improbidade administrativa. O vereador Jefferson Marrocos, ou Júnior de Gato, na defesa da prefeita pediu um aparte, o que não foi aceito por Moura. Nesse momento houve um bate-boca entre ambos, fazendo com que a presidência da Casa Legislativa Mirim, tomasse as providencias no sentido de pedir ao vereador da situação que deixasse o vereador Moura concluir seu tema livre.

Em seguida, com a resolução do impasse, Junior de Gato disse que a prefeita não está fazendo perseguição política e que “ela está colocando as pessoas em seus devidos lugares para onde fizeram o concurso. Se foi para a zona rural, o servidor é obrigado a ir”, disse ele.

O vereador continuou na defesa da prefeita salientando ainda sobre o transporte escolar e outras ações que, segundo ele, a prefeita está realizando na cidade. Moura foi intransigente na defesa de um transporte melhor para os estudantes universitários que se deslocam para a cidade de Patos diariamente. Outros temas também foram discutidos, como reforma do grupo escolar João Cavalcanti Sula, reforma do campo de futebol, entre outros, mas de forma resumida.

Os vereadores aproveitaram a oportunidade e fizeram um apelo ao povo presente para que compareçam as sessões da Câmara de Vereadores, para saber dos assuntos tratados naquela casa legislativa mirim. “ Esta casa é do povo”, disse o presidente Antonio Madalena.






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