A primeira sessão do ano da Câmara Municipal de Vereadores de
Boa Ventura aconteceu na noite desta quinta-feira, 20, e trouxe à tona temas polêmicos,
como perseguição a servidores municipais, cobrança de um ônibus escolar mais
confortável para os estudantes universitários e aprovação de requerimentos,
entre eles, o que muda o nome do estádio de futebol “O Wilsão” por “O Renildão”.
Com a presença de pessoas da comunidade, os trabalhos da
Câmara começaram com a apresentação de três requerimentos: dois requerimentos
de autoria do vereador Antonio Jacinto (Micôca), que pedia melhoria de um
trecho da rua José Soares e o outro a criação de um posto do PSF na comunidade rural
de Várzea da Cruz.
O terceiro requerimento foi apresentado pelo vereador Thalles
Oliveira, que troca o nome do estádio de futebol “O Wilsão”, pelo “O Renildão”,
em homenagem ao jogador de futebol Renildo Emiliano Filho, já falecido. O
estádio hoje leva o nome do ex-governador e atual deputado, Wilson leite Braga.
Ele foi quem conseguiu recursos para a construção da obra, quando Boa Ventura
era administrado pelo então prefeito Fábio Arruda. Os requerimentos foram
aprovados por unanimidade.
De acordo com o vereador Júnior Guimarães, a mudança do nome
do jogador pelo a do ex-governador tem respaldo em uma lei especifica que proíbe
homenagens em obras públicas a pessoas vivas. “Wilson Braga merece muitas
homenagens por tudo que fez pelo nosso sertão, mas nesse caso especifico o
ex-jogador Renildo foi um grande desportista que levou o nome da terra para
outros cantos e, portanto é justa a homenagem nessa mudança de nome ao campo de
futebol”, argumentou o vereador.
A família do jogador disse que foi pega de surpresa e
agradece aos vereadores pela lembrança do nome de Renildo, numa obra de grande
valia para as pessoas que gostam de praticar o futebol em Boa Ventura.
No tema livre da sessão, o vereador Moura usou da palavra e
fez um apelo a alguns secretários presentes no sentido da prefeita Leonice
Lopes não usar mais do expediente de perseguição política. “A prefeita está
perseguindo, sim, algumas professoras por causa da política partidária. ”Minha
esposa é um exemplo dessa perseguição”, enfatizou ele, que acrescentou que “
Colocaram minha esposa para trabalhar em um sitio que fica a cerca de cinco quilômetros
da cidade, sem justificativa nenhuma”.
Em seguida, com a resolução do impasse, Junior de Gato disse
que a prefeita não está fazendo perseguição política e que “ela está colocando
as pessoas em seus devidos lugares para onde fizeram o concurso. Se foi para a
zona rural, o servidor é obrigado a ir”, disse ele.
O vereador continuou na defesa da prefeita salientando ainda
sobre o transporte escolar e outras ações que, segundo ele, a prefeita está
realizando na cidade. Moura foi intransigente na defesa de um transporte melhor
para os estudantes universitários que se deslocam para a cidade de Patos
diariamente. Outros temas também foram discutidos, como reforma do grupo escolar João Cavalcanti Sula, reforma do campo de futebol, entre outros, mas de forma resumida.
Os vereadores aproveitaram a oportunidade e fizeram um apelo
ao povo presente para que compareçam as sessões da Câmara de Vereadores, para
saber dos assuntos tratados naquela casa legislativa mirim. “ Esta casa é do
povo”, disse o presidente Antonio Madalena.
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