Eu não sei se a vida imita a arte ou a arte imita a vida. Só
sei que o primeiro capitulo da nova novela das oito da Rede Globo, “Em família”,
mexeu com muita gente, pelo menos foi o que me disse Luzia Paulino de Sousa
Pinto, hoje pela manhã aqui mesmo em Boa Ventura.
Estava eu sentado em minha calçada, debaixo de uma pouca
sombra, quando ela aparece com um papel na mão e quase chorando começou a dizer
que ficou emocionada com essa novela, porque fez voltar ao passado e recordar
dos tempos da mocidade na pequena Boa Ventura.
Tremula, ofereci o que tinha: garapa, ou seja, água com açúcar
em uma caneca bem sertaneja, mas ela não quis. “Pera, menino, precisa não, ela me
respondeu mostrando o papel e explicando que aquilo era para eu colocar na
internet, para dizer a todos que estava
emocionada demais com o que viu ontem na abertura da novela.
“Foi lindo demais, homem, ver aquela procissão com a imagem
de nossa senhora, com estandartes, a banda de música, os meninos e meninas
correndo pelas ruas. Parece que tinha voltado no tempo, e estava na pequena Boa
Ventura, quando eu era mocinha, com minhas amigas daqui”, contou.
“Em Boa Ventura vinha a banda de música de Boqueirão dos
Cochos, hoje Igaracy, e encantava a todos, animando as festas em frente a
igrejinha. Ah, como o tempo voa”, falou com a voz embargada.
Ouvi, peguei o seu papel e prometi colocar esse sentimento
dela aqui no blog, até porque ela não pediu, implorou ao dobrar a esquina. “EI,
tu colocas, viu, que eu vou pedir a meu vizinho pra abrir na internet mais
tarde”.
| Luzia na mocidade |
“Tu também coloca minha foto, pra minhas amigas em todo canto
se lembrar de mim, viu?”. Tá certo, Luzia, respondi. Claro que o texto tá um
pouquinho enfeitado, mas assim como na novela, às vezes o enredo da história
precisa de novos contornos para melhor da sentido aquilo que se quer dizer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentario.