terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Luzia, Em Boa Ventura, chora no primeiro capitulo da novela das oito da Globo

Eu não sei se a vida imita a arte ou a arte imita a vida. Só sei que o primeiro capitulo da nova novela das oito da Rede Globo, “Em família”, mexeu com muita gente, pelo menos foi o que me disse Luzia Paulino de Sousa Pinto, hoje pela manhã aqui mesmo em Boa Ventura.

Estava eu sentado em minha calçada, debaixo de uma pouca sombra, quando ela aparece com um papel na mão e quase chorando começou a dizer que ficou emocionada com essa novela, porque fez voltar ao passado e recordar dos tempos da mocidade na pequena Boa Ventura.

Tremula, ofereci o que tinha: garapa, ou seja, água com açúcar em uma caneca bem sertaneja, mas ela não quis. “Pera, menino, precisa não, ela me respondeu mostrando o papel e explicando que aquilo era para eu colocar na internet, para dizer a todos que  estava emocionada demais com o que viu ontem na abertura da novela.

“Foi lindo demais, homem, ver aquela procissão com a imagem de nossa senhora, com estandartes, a banda de música, os meninos e meninas correndo pelas ruas. Parece que tinha voltado no tempo, e estava na pequena Boa Ventura, quando eu era mocinha, com minhas amigas daqui”, contou.

“Em Boa Ventura vinha a banda de música de Boqueirão dos Cochos, hoje Igaracy, e encantava a todos, animando as festas em frente a igrejinha. Ah, como o tempo voa”, falou com a voz embargada.
Ouvi, peguei o seu papel e prometi colocar esse sentimento dela aqui no blog, até porque ela não pediu, implorou ao dobrar a esquina. “EI, tu colocas, viu, que eu vou pedir a meu vizinho pra abrir na internet mais tarde”.
Luzia na mocidade
“Tu também coloca minha foto, pra minhas amigas em todo canto se lembrar de mim, viu?”. Tá certo, Luzia, respondi. Claro que o texto tá um pouquinho enfeitado, mas assim como na novela, às vezes o enredo da história precisa de novos contornos para melhor da sentido aquilo que se quer dizer.





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