Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. (São Mateus 5, 11)
Algumas matérias tendenciosas tomaram conta da internet e das redes
sociais nos últimos dias envolvendo declarações do padre Fabio Melo. Uma
das polêmicas apresentas com a seguinte manchete: Padre Fábio Melo criticou a idolatria à Maria, largou os católicos e se bandeou para o lado dos crentes?
Este é o título da matéria do site Genizah, que vive das polêmicas nas igrejas pentecostais e similares.
Embora o padre Fabio fala de maneira séria e convicta, não se pode
afirmar que ele se coloca contra os dogmas marianos, em nenhum momento
Pe Fábio nega a importância de Nossa Senhora apenas diz que Jesus é o
centro de nossa religião. Veja o grifo das próprias palavras do padre:
"... a devoção mariana sendo excessivamente colocada, quando Maria
está sendo fora do lugar dela, tomando o lugar do Cristo. Isso não é
cristianismo...".
Todo cristão consciente sabe que Nosso Senhor Jesus é o centro da Igreja
e de tudo e Nossa Senhora tem o seu legítimo lugar como Mãe de Deus e
intercessora, tanto que na frase seguinte o padre nos conclama a rezar
com ela para que Cristo prevaleça entre nós.
A outra polêmica, talvez de maior proporção até, foi por conta da
resposta dada pelo padre a uma pergunta feita pela platéia do programa
Altas Horas da TV Globo. A fala foi mancheteada por vários sites e blogs
dando conta de que o padre é favorável ao casamento gay. Confira o
vídeo:
O padre fala com muita sabedoria desde o início sobre "dividir a questão"
distinguido a parte religiosa do direito de cada cidadão, o lado cível,
que não é da alçada eclesiástica. A Igreja tem a sua crença
fundamentada, fato. Pode debater e influenciar no destino da nação, mas
não é Igreja o Estado, o governo é quem legisla acerca dos direitos de
cada um.
A seguir alguns trechos publicados no blog do padre Fabio:
Moramos num país laico, isto é, o Estado não professa uma fé. Mas
defende em sua constituição a liberdade religiosa. O Estado é gestado a
partir de leis que não nascem nos altares. Elas nascem no Congresso
Nacional, lá onde legislam os que foram eleitos por nós. Deputados e
senadores trabalham, em âmbitos diferentes, na elaboração e aprovação
das lei que norteiam direitos e deveres dos cidadãos.
As igrejas podem até opinar, protestar, manifestar indignação, mas
não podem decidir. Em última instância, a resolução é do Estado, que da
mesma forma que garante o direito de culto, garante também a indiferença
religiosa. Isto significa que os cidadãos não são obrigados a seguir
regras religiosas.
Casamento gay é um assunto religioso, pois
refere-se diretamente à instituição sagrada que as igrejas defendem: o
matrimônio. E sobre isto podemos definir. União civil entre pessoas do
mesmo sexo é uma questão do Estado. Podemos opinar, mas não decidir. A
decisão ficará nas mãos dos que foram eleitos por nós.
A regra de Jesus continua valendo. “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” Mt, 22, 21.
Conclusão: A imprensa e as redes sociais conseguem distorcer,
inclusive algumas palavras do Papa Francisco, como não iriam fazer o
mesmo com os sacerdotes? O objetivo é semear contendas e confusões,
dividir o Corpo. Infelizmente, muitos irmãos tem caído na cilada do
inimigo.
fonte: compartilhando a graça

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